O Amanita muscaria é um dos cogumelos mais clássicos e reconhecidos. Tem características marcantes que ajudam a identificá-lo, porém, como todos os cogumelos, essas características mudam conforme o estágio de crescimento, condições climáticas, e diferenças naturais entre espécimes.
Se quiser saber mais sobre esse cogumelo, onde encontrar e quais os seus usos, já escrevi sobre aqui. Neste post vou focar nas diferenças de características físicas que ocorrem dentro dessa espécie, usando as muitas fotos que já tirei deles para ilustrar.



Os cogumelos do gênero Amanita começam em um formato de “ovo”, quando o cogumelo cresce, esse “ovo” se rompe, deixando restos visíveis na base, formando uma base bulbosa característica.
Na parte inferior do chapéu há uma “película” (véu parcial) que protege as lamelas quando o cogumelo é jovem. Conforme ele cresce e o chapéu se expande, esse véu se rompe e deixa um anel no estipe (“caule”), que mais parece uma saia, rs. Isso permite que as lamelas fiquem expostas e que os esporos sejam liberados e dispersos pelo vento.



Outra característica dessa espécie (e de várias do mesmo gênero) são as escamas ou “verrugas” no chapéu. Elas se formam durante o crescimento, quando o véu universal, que envolvia todo o cogumelo na fase jovem em forma de “ovo”, se rompe, deixando esses “pedacinhos” brancos visíveis tanto na base quanto no chapéu.
Essas escamas às vezes estão bem abundantes e visíveis, outras vezes tem só uma ou outra, e outras vezes o chapéu está totalmente liso; elas podem se desprender naturalmente ou ser “lavadas” por uma chuva forte, por exemplo. O anel no estipe também pode às vezes não estar totalmente presente, dando pra ver só alguns resquícios dele.



A cor do chapéu é vermelha, mas pode ficar um pouco mais alaranjada ou com partes amareladas devido à exposição ao sol, à chuva, ao envelhecimento do cogumelo e também a variações naturais dentro da espécie. O tamanho do chapéu e altura também variam bastante; já achei cogumelos adultos bem pequenos (máximo 10 cm de altura), e outros as vezes bem altos (com um estipe longo e fino), chegando a mais de 20 cm, e também um gigante com um chapéu de 22 cm de diâmetro, por exemplo.
Fiz esse post para demonstrar algumas das diferenças de características dentro de uma mesma espécie, aproveitando para usar esse cogumelo tão lindo e icônico pois já tinha muitos registros dele. Para quem quer começar a identificar cogumelos, é sempre bom ter exemplos dos tipos de variações que podem ocorrer nas espécies.
📸 Registros feitos em São Francisco de Paula, Rio Grande do Sul – Serra Gaúcha.


